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Como não morrer aos 25 e somente ser enterrado aos 70

No Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos em janeiro deste ano, a Gallup  apresentou em seus resultados algumas das conclusões, sobre uma pesquisa feita em todo mundo.

Em primeiro lugar, apenas 13% dos colaboradores estão realmente comprometidos com a empresa em que trabalham.

Depois, quase 70% deles estão trabalhando “de forma automática” e fora de sintonia. Eles são como sonâmbulos dos escritórios (zumbis). Fazem o seu trabalho com pouca energia e não se empenham para dar aquele quilômetro extra.

E o resto, se pudessem tocariam fogo na sua empresa, nem pensariam 2 vezes.

O conhecimento do nosso potencial e o gerenciamento das nossas decisões são fundamentais no aspecto profissional. Não podemos exigir das organizações que nos empregam que nos entendam, se a gente nem ainda não experimentou uma sinceridade com nós mesmos sobre aspectos como: “O que eu quero?” e “Como posso alcançar isso?”

Os profissionais “morrem na vida” quando permanecem numa rotina de um trabalho que não gostam; quando as suas funções não conversam com seu potencial; quando chegam ao escritório na segunda-feira, mas estão pensando na sexta à noite; quando vivem 40 horas por semana, um sonho que não é deles. Dessa maneira, eles “morrem na vida”. E por que isso acontece? Por conta do medo de correrem riscos, acabando por tomar decisões com uma visão de curto prazo e por buscarem resultados imediatos. As pessoas “morrem” profissionalmente, quando sabem que não estão utilizando todo o seu potencial, quando não conseguem agradecer pelo maior “presente” que a vida lhes deu: o seu talento.

E como a gente a resolver isso, Olívia?

Com humildade

A humildade garante a nossa capacidade de admiração e de gratidão. Isso nos permite ter consciência de nossos pontos fortes e fracos. Ela nos permite olhar para dentro da gente como pessoas e nos perguntar sem ego ou estereótipos, o que realmente queremos, o que devemos fortalecer e quais são as atitudes que precisamos parar de tomar, por serem âncoras que não nos permitem alavancar para o nosso desenvolvimento. 

A humildade nos permite também admitir que podemos estar errados, que alguém que não pensa como nós pode estar certo. Ela nos leva a nos desculparmos, quando cometemos um erro e a seguir os conselhos de pessoas que sabem mais.  

Ela nos ajuda a pararmos de nos incomodar, quando alguém nos diz que o que estamos fazendo está errado ou que pode ser melhorado. Permitindo que a gente aprenda sem orgulho e que a curiosidade seja nossa companheira de aprendizado, o alimento da nossa alma. Ser humilde implica ter o espírito de um praticante, porque vivemos nos interessando pelas novidades, tirando o nosso ego do pedestal e entendendo que somos seres com um potencial que se eleva através das experiências de sucesso e, acima de tudo, das de fracasso.

Identificando um mentor o mais rápido possível

Um mentor não é um chefe. Ele é o líder que está disposto a tirar o melhor de nós, porque detectou o nosso potencial. Ele não é egoísta compartilhando suas experiências. Ele é humilde, porque reconhece que pode aprender e construir conosco. É, acima de tudo, uma pessoa desapegada e sem ego, porque nos permite brilhar. Ele nos deixa ir, quando sabe que estamos prontos para novos desafios. 

É importante reconhecer um mentor, melhor ainda se você o fizer, quando inicia a sua trajetória profissional.

Removendo as suas âncoras

O dinheiro não é um verdadeiro motivador. Ele é importante, mas não é um fim em si mesmo. 

Quando avançamos na vida e estamos lá na frente, realizando a nossa última viagem, a nossa bagagem de mão, as nossas memórias, as nossas experiências e o nosso legado serão os aspectos apresentados no nosso passaporte. E todos eles são intangíveis. 

A vida consiste em tomar decisões em vez de aceitar um destino. Essas decisões devem ser alicerçadas com paixão, perseverança e muito trabalho, sem espaço para a cultura do imediatismo, descartando o ego e superando os dois medos que mais matam os sonhos profissionais: o medo do que os outros dirão e o medo do fracasso.

Os outros lhe perguntarão o seu porquê em toda decisão, em todo sonho, em todo objetivo. Nesse processo, os medos das outras pessoas, da sociedade, do parceiro e dos pais nos distraem. É importe nos apegarmos aos nossos planos e, se não tivermos um, procurar com base em nossos talentos. O sucesso será uma consequência das nossas decisões.

Saber que o mundo é pequeno e próximo

Desde a escola, a gente aprende que tudo na vida é uma questão de níveis e objetivos a serem alcançados: jardim de infância, ensino fundamental, ensino médio, vestibular, faculdade, trabalho, diploma, mestrado, promoções, objetivos, objetivos e mais objetivos. 

Dessa maneira, seguimos um caminho que provavelmente foi construído para atender às necessidades externas e não às internas. O sistema focado em objetivo e imediatismo, reduz nossa visão das oportunidades presentes, das conexões que podem ser exploradas em um mundo globalizado e conectado. 

Os mais jovens – que atualmente são rotulados de indecisos, volúveis e sem compromisso – estão se conectando ao mundo. Juntam-se apenas a causas e se apaixonam com entusiasmo. Talvez, eles já nasceram sabendo que a única coisa que não muda é que tudo muda. Eles estão curtindo a estrada e as suas oportunidades. Ao contrário das gerações mais maduras, o mundo é a sua casa. E é por isso que é importante que a gente lembre sempre desta lição: “Ninguém adquire uma visão ampla, saudável e generosa se permanecer em um canto da terra por toda a vida”, Mark Twain.

Por isso, eu lhes pergunto:

• Quais foram as suas últimas contribuições ao seu trabalho?

• Quais são as suas referências no seu desenvolvimento profissional?

• Em que você é realmente bom e por que não tem explorado esta força com toda a potencialidade que merece dar à vida?