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Se eu fosse 5% mais autêntico em minha vida, como seria o meu mundo?

“Se eu fosse 5% mais autêntico em minha vida, como seria o meu mundo?” Vivemos numa sociedade modelada por padrões e normas que exigem um comportamento adequado, dentro de parâmetros pré-estabelecidos que muitas vezes são condicionantes para sermos aceitos.

Sendo assim, a maior parte de nós se desenvolve alinhado a 3 “tipos” de eus:

O “eu” que deve ser determinado pela voz da nossa cultura, do parceiro, do casal, dos pais, dos filhos, do trabalho, do chefe, da faculdade, etc.

O verdadeiro “eu”, composto por nossas vozes internas, forças, fraquezas, valores, princípios, defeitos, medos, etc.

O “eu” ideal, que é a projeção do que queremos alcançar, pois, assim como importa o que queremos ser, também importa muito a nossa trajetória para isso.

À medida que vamos caminhando nesta trilha, passamos pelas áreas desses três “eus”, não necessariamente de forma linear ou excludente.

O problema ocorre quando nos desenvolvemos muito sob os parâmetros do primeiro “eu”, pois esses comportamentos se tornam nosso padrão e nos força ser alguém que não está alinhado a quem somos e quem queremos ser. Há muita insegurança e excesso de cobrança nesta escolha. A gente se sente inseguro, porque consideramos que nosso modo de ser é incorreto e insuficiente para nos encaixarmos e sermos aprovados.

Tentamos alcançar a perfeição de maneira excessiva, pois consideramos que existe uma maneira correta de se comportar em cada situação, sendo camaleões que se adaptam às circunstâncias. Dessa maneira, perdemos nossa essência e descartamos o autoconhecimento.

Para ficar ainda mais complicada esta situação, a preponderância deste primeiro eu sobre os outros, nos leva a silenciar os nossos valores, critérios e necessidades em troca da aprovação dos demais. E este é um caminho certo para sermos infelizes.

Ser autêntico envolve nos dar permissão para sermos humanos, sermos nós mesmos, aceitar e abraçar as congruências e inconsistências das nossas ações, permitindo que elas nos ajudem a aprender e alinhar a nossa essência com aquilo que um dia desejamos ser.

Portanto, ser autêntico implica considerar os seguintes aspectos:

1.Autoconhecimento

Esse é o primeiro passo. Não podemos agir de acordo com nossas perspectivas e valores, se não os conhecermos. Às vezes, para satisfazer os outros, esquecemos de descobrir quem realmente somos.

 2. Incongruência

É sobre aprender a estar confortável com este desalinhamento nosso em relação ao que os outros esperam da gente. Claro que quando eu menciono esta incongruência, estou falando sobre estarmos cientes do que sentimos, de como pensamos e agimos sem prejudicar os outros. Aceitar essa inconsistência envolve assumir que a vida tem ganhos e perdas, além de avaliar nossas ações com base em nossos próprios padrões e objetivos.

3. Permissão para ser humano

Errar, sentir emoções negativas e positivas, abraçar tudo o que sentimos. Ser humano implica flexibilidade e não rigidez.

Ser autêntico pressupõe colocar todo o nosso potencial a serviço do que realmente importa para nós. A vida não é apenas sobre saber aonde queremos chegar, mas também sobre como queremos fazer isso?

Pense sobre o seguinte: o que aconteceria se você fosse 5% mais autêntico com seu parceiro, seus pais, familiares e trabalho.

E se você se permitisse ser mais fiel aos seus valores fundamentais, que atitudes tomaria? O que você tem feito somente para satisfazer os outros?

Lembre-se que ao se conectar a estes aspectos, você se permite criar a melhor versão de si.