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Para saber para onde você vai, é preciso saber de onde veio

Para saber para onde você vai, é preciso saber de onde veio.

O passado é um lugar terrível para se viver, mas é uma sala de aula fantástica se soubermos olhar para ele e aprender.

Neste último artigo do ano, quero falar sobre o pilar mais importante da sua vida: você mesmo!

Por isso, quero compartilhar com vocês um método que uso para avaliar o meu ano e que me ajuda a construir um próximo bem melhor.

Em primeiro lugar, vale dizer que eu gosto muito desta história de dividir o tempo em anos, a fim de termos uma margem cronológica mais palpável e não tão longa para avaliarmos a nossa evolução.

E independentemente do que 2021 trouxe com suas belezas e dificuldades, 2022 representa:

– Uma história não escrita;

– Uma chance de mudar;

– Uma chance de reavaliar as lições para melhorar;

– A esperança de algo melhor.

Embora, nesta época, a maioria das pessoas esteja olhando para o futuro, eu costumo passar esta última semana refletindo sobre o passado, trabalhando por meio de um processo que envolve:

– Responder 5 perguntas;

– Avaliá-las sob 5 perspectivas;

– Num processo de 5 horas;

– Distribuído em 5 dias.

Este ano, quero te convidar a se juntar a mim.

Começando pelas 5 perguntas:

1. Quais foram minhas maiores vitórias?

2. Por quem e/ou pelo que sou mais grata?

3. Quais foram minhas grandes perdas e decepções?

4. Quais foram as maiores lições aprendidas?

5. Quais sonhos estão se formando?

Algumas respostas me fazem perceber o quanto ainda preciso melhorar. Outras, me dão a força de perceber o quanto sou determinada e capaz de alcançar os meus objetivos, aquilo que verdadeiramente almejo.

E por ter uma visão clara de que somos seres em eterna construção, a grande realidade é que estas respostas trazem um bom contraste entre autoconfiança e uma dose de humildade, num equilíbrio saudável para a vida.

A partir daí, eu as respondo olhando para 5 perspectivas, avaliando como se aplicam às seguintes searas:

– Física e mental – nutrição, exercícios, descanso;

– Espiritual – conexão com uma causa maior;

– Relacionamentos – família, amor, amigos e colegas;

– Carreira: autodesenvolvimento, ação e resultados;

– Emocional – estabilidade, autocontrole e amadurecimento.

Cada uma dessas perspectivas me conta uma história sobre este ano. E esta história revela meus hábitos para:

– Cuidar do corpo (físico e mental);

– Cuidar da alma (espiritual);

– Cuidar dos outros (relacionamentos);

– Cuidar da carreira (trabalho);

– Cuidar do coração (emocional).

Olhando para o ano passado de uma forma multifacetada, eu vejo de forma mais ampla quem sou, evitando que uma área seja super estimulada, enquanto outra é esquecida ou deixada de lado.

E assim funciona o processo, por 5 dias consecutivos, reservo 1 hora, concentro-me em 1 pergunta por dia, gastando 10 minutos respondendo a cada uma das 5 perspectivas.

Nos 10 minutos finais, leio minhas respostas, prestando atenção aos seguintes pontos:

– Respostas que são comuns em várias áreas da minha vida;

– Áreas que tive dificuldade de responder à pergunta;

– Áreas onde as respostas fluíram sem esforço;

– Temas mais recorrentes.

Resumindo, fica assim:

Dia 1 – Quais foram as minhas maiores vitórias?

– Bloco 1: Físico e Mental

– Bloco 2: Espiritual

– Bloco 3: Relacionamentos

– Bloco 4: Carreira

– Bloco 5: Emocional

– Bloco 6: Revise, observe o que surge.

No dia seguinte, vou para pergunta 2, no dia 03 para a terceira, até completar as 5.

Existem algumas regras básicas que tento seguir:

1. Bloqueio um hora mesmo;

2. Desligo notificações e tiro outras coisas que possam me distrair;

3. Trabalho com as perguntas na ordem em que foram escritas;

4. Uso o total dos 10 minutos para cada bloco;

5. Se ficar travada, escrevo livremente o que vier à mente;

Como resultado, ao final da semana, sou capaz de fechar o livro deste ano, provida de uma lista de bons hábitos para levar adiante, um estoque de ideias e sonhos para construir, atenta aos déficits que precisam ser resolvidos, podendo utilizar estes dados para semear as metas do ano que se inicia.

A cada ano, todos temos:

– Conquistas que esquecemos;

– Perdas que não realizamos;

– Conquistas realizadas com lições que não foram transformadas em aprendizados;

– Sonhos que negligenciamos;

O esquecimento nos aprisiona no passado. A lembrança nos impulsiona para a frente.

A autorreflexão é essencial para o crescimento pessoal.

2022 está prestes a raiar. Vamos comigo?

 

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