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Você já ouviu falar em liderança com compaixão na advocacia?

Você já ouviu falar em liderança com compaixão na advocacia?

Embora um líder precise ser firme, desenvolver a sua sensibilidade às necessidades emocionais de seus colaboradores é a chave para maximizar a eficácia de sua liderança. Apesar do que alguns possam pensar, ser sensível não significa ser tolo.

Ao liderar com compaixão, você estimula a confiança deles e permite que assumam a responsabilidade por suas ações e projetos.

Dado o alto custo da rotatividade, liderar com compaixão também ajuda nos resultados financeiros, mantendo os melhores talentos na organização.

Como um componente da inteligência emocional, a sensibilidade envolve mostrar uma atitude de apoio e consideração com as necessidades, interesses e aspirações dos colaboradores.

Ao avaliar sua capacidade de ser sensível aos outros, pergunte-se o seguinte:

  • Tento ver as situações sob a perspectiva dos meus colaboradores?
  • Como posso promover um ambiente que vê os erros como oportunidades de aprendizagem?
  • Estou reservando um tempo para reconhecer as conquistas e realizações do meu time?
  • Demonstro interesse genuíno pela vida das pessoas que trabalham comigo?
  • Estou empenhado em ouvir ativamente ao me comunicar com a minha equipe?
  • Tenho interagido com meus colaboradores de maneira honesta e construtiva?

O primeiro passo para tudo isso, é melhorar a sua sensibilidade e para isso você precisa:

Se colocar no lugar das outras pessoas: empatia envolve imaginar-se na situação da outra pessoa, entender suas emoções e ponto de vista. Além do que as pessoas dizem, preste atenção às expressões faciais, gestos e linguagem corporal. Essas dicas não-verbais podem fornecer informações valiosas sobre o que elas estão pensando e sentindo e podem ajudá-lo a ver as coisas através dos olhos de seus colaboradores. Os líderes sensíveis usam esses insights para ajustar seu comportamento às emoções, necessidades e preferências da sua equipe.

Lembre-se de que o seu time é composto por humanos: ninguém é perfeito – até os melhores colaboradores cometem erros e têm dias ruins. Construa um clima de confiança reconhecendo seus próprios descuidos e tratando os erros como oportunidades de aprendizagem. Quando os seus colaboradores confiam em você, é mais provável que reconheçam os erros, em vez de encobri-los. O que é um erro em dobro. Isso porque ninguém aprende com o erro que ocorreu e há chances imensas de ele ocorrer outra vez.

Por isso, defina um tom compassivo. Isso significa perdoar os erros e, ao mesmo tempo, responsabilizar os seus colaboradores por suas ações.

Seja generoso com seus elogios. É fácil se concentrar em fornecer feedback que destaque áreas de melhoria. No entanto, as pessoas também gostam que seu trabalho seja valorizado e suas conquistas reconhecidas. Ao elogiar, seja sincero e específico. Busque fazer isso com frequência. Isso motiva e engaja as pessoas.  Além do mais, quando os colaboradores são reconhecidos, eles tendem a ter uma maior conexão com a liderança, tornando-se mais leais a ela e são mais propensos a entregar mais.

As etapas a seguir podem lhe ajudar a desenvolver a sua liderança com compaixão na advocacia:

  1. Construa relacionamento com o seu time. Como líder, o seu time é o seu melhor recurso. Ser sensível envolve cuidar deles e conhecê-los como pessoas. Troque ideias sobre o dia deles e lembre-se do que compartilham com você. Mostre interesse genuíno. Isso ajuda a construir confiança e fará com que venham a você para obter apoio com mais frequência, seja para trazer questões à sua atenção ou para destacar obstáculos que interfiram em seu trabalho. Em um ambiente de trabalho de apoio, os colaboradores são mais engajados e, como resultado, menos propensos a deixar a organização. Isso, portanto, reduz a rotatividade.
  2. Pratique a escuta ativa: uma parte fundamental da sensibilidade é a capacidade de ouvir com eficácia. A escuta ativa envolve prestar atenção ao que outras pessoas lhe dizem, com a intenção de compreendê-las, ajudá-las ou aprender algo novo. Em outras palavras, as pessoas querem saber se foram ouvidas e respeitadas. Ouvir atentamente também é uma parte fundamental de outras habilidades de liderança, incluindo comunicação e gerenciamento de conflitos. Consequentemente, os líderes que ouvem, tem colaboradores mais satisfeitos e relacionamentos mais positivos.
  3. Transmita mensagens difíceis com um toque delicado: Ao interagir com outras pessoas, lembre-se de que a entrega é tão importante quanto a mensagem. Isso é verdade seja no contexto de dar feedback, gerenciar conflitos ou lidar com uma questão delicada. Esteja ciente de como os outros podem interpretar suas palavras, tom de voz e linguagem corporal. Ao pensar na melhor forma de transmitir sua mensagem, imagine como você se sentiria se a recebesse, especialmente, se fosse uma notícia ruim. Da mesma forma, em situações difíceis, quando perceber um certo desafio em se controlar, faça uma pausa. Isso lhe dará tempo para recuperar a compostura e se acalmar, a fim de não deixar mortos e feridos pelo caminho, gerando um impacto negativo e se arrependendo depois.

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